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Empoderamento feminino por meio do esporte

16 de setembro de 2014

Apesar do esporte no Brasil ser praticado em diversas modalidades e apresentar grande visibilidade mundial, podemos perceber que o tema da mulher no esporte não é muito debatido em nosso país. A presença feminina vem aumentando, porém ainda é consideravelmente menor em relação aos homens. Identificamos esta diferença em várias instâncias, como por exemplo, na escassa participação das mulheres em cargos de gestão voltados ao esporte, presença em estádios e ginásios e até mesmo na divulgação realizada pela mídia.

Curiosamente dentro da REMS esta realidade é um pouco diferente, pois temos mulheres de destaque, como Ana Moser, fundadora do Instituto Esporte Educação e presidente da Atletas pelo Brasil; a eterna Magic Paula, fundadora do Instituto Passe de Mágica; e Patrícia Medrado, fundadora do Instituto que leva seu nome. Outras pessoas menos conhecidas, mas de igual importância quando o assunto é a garra feminina no esporte, são: Neide Santos, fundadora do Projeto Vida Corrida; e Paula Korsakas, coordenadora do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (PRODHE) da Universidade de São Paulo (USP).

Aproveitamos para contar que a Paula Korsakas foi selecionada para participar do “Global Sports Mentoring Program” (Programa de Tutoria Esportes Globais), que visa conectar mulheres líderes no setor esportivo do mundo todo, por meio de um programa de tutoria nos Estados Unidos. A iniciativa, criada em 2012, ilustra a importância que o tema do empoderamento feminino vem ganhando em diversos setores mundialmente.

Paula entende que é necessária a construção de uma base conceitual mais sólida sobre o tema empoderamento feminino por meio do esporte, para que se possam desenvolver inciativas de mobilização acadêmicas, como por exemplo seminários e palestras, bem como levar esta pauta às instituições que atuam diretamente com crianças e jovens, em conjunto com a REMS.  No futuro, Paula acredita ser possível a criação de uma rede nacional composta por líderes do movimento esportivo feminino no Brasil, articulando Ministério do Esporte, universidades e ONGs. Esta rede poderá abordar o problema de escala, a fim de construir novas bases para a democratização do esporte para as mulheres.

No Brasil, algumas iniciativas podem ser observadas que visam o empoderamento feminino, como a criação da ONU mulheres, com sede em Brasília, que tem entre seus objetivos colocar a igualdade de gênero no centro do planejamento e dos orçamentos de desenvolvimento nacional, bem como aumentar a liderança e a participação das mulheres.

As iniciativas que promovem a discussão em relação à participação feminina, não só no esporte, mas em todos os setores da sociedade, são muito importantes para promover um mundo mais igualitário e inclusivo.

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