
Falar de salvaguarda é falar de cuidado. É reconhecer que toda organização social tem o dever de proteger quem participa de suas atividades, principalmente quando envolve crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na REMS, a política de salvaguarda, que foi atualizada recentemente, é mais do que um documento institucional: é um compromisso coletivo com a construção de ambientes seguros, respeitosos e acolhedores. Um pacto com a vida, com o afeto e com a integridade de todas as pessoas envolvidas nas ações da rede.
O que é uma política de salvaguarda?
Políticas de salvaguarda reúnem orientações, princípios e procedimentos que previnem e enfrentam qualquer tipo de violência, discriminação ou violação de direitos dentro de organizações sociais.
Mais do que prevenir abusos, a salvaguarda tem como propósito promover:
- Relações saudáveis
- Escuta ativa
- Comunicação não violenta
- Segurança emocional
- Inclusão
E isso vale para crianças, adolescentes, adultos, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, educadores, colaboradores, voluntários e qualquer pessoa envolvida nas atividades das organizações.
Salvaguarda como cultura, não apenas como regra
Durante a live Salvaguarda – Proteção no esporte para a mudança social, organizada pela REMS no dia 10 de outubro, ficou evidente que a política de salvaguarda não pode ser apenas um documento formal. Ela precisa ser vivida diariamente, em cada território, em cada relação, como parte de uma cultura institucional de cuidado, responsabilidade e escuta ativa.
Mais do que uma tarefa a ser cumprida, a salvaguarda deve ser entendida como um princípio que orienta todas as dimensões da atuação: desde o acolhimento de novos colaboradores até o convívio entre educadores, crianças e adolescentes.
Essa perspectiva foi fortalecida pelas falas de William de Oliveira, diretor executivo da REMS, e das organizações: Nike, Laureus, Luta pela Paz e Instituto Esporte Mais – IEMais, que compartilharam práticas, desafios e aprendizados sobre proteção, comunicação e ética em suas atuações diárias.
O cuidado com quem cuida também importa
Durante a live, um dos pontos de destaque foi o reconhecimento de que quem cuida também precisa ser cuidado. Ou seja, a política de salvaguarda também é um instrumento de suporte para educadores, coordenadores, gestores e equipes técnicas que lidam diariamente com situações complexas.
Criar ambientes de escuta, formação contínua e suporte emocional para as equipes faz parte da proposta da REMS para que o cuidado seja um valor transversal e não algo restrito aos atendidos.
Como foi construída a política da REMS?
A política de salvaguarda da REMS foi elaborada com apoio técnico e participação ativa da rede, a partir de processos de escuta, estudo e consulta coletiva. A construção contou com:
- Análise de documentos nacionais e internacionais
- Referências das organizações da rede
- Trocas com especialistas
- Oficinas e formações internas
O resultado é um documento estruturado em cinco princípios norteadores e cinco diretrizes práticas, que orientam a implementação, o monitoramento e a atualização constante da política.
A política já está disponível no site da REMS, acompanhada por uma série de ações formativas, rodas de conversa e canais de apoio para que as organizações possam aplicar e adaptar as diretrizes em seus contextos locais.
- Clique aqui para acessar a Política de Salvaguarda da REMS