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Sistema Nacional de Esporte e palestra sobre o panorama norte-americano marcam debate

16 de março de 2015

Ainda aproveitando as comemorações para o Dia Internacional da Mulher, houve uma reunião na tarde desta segunda-feira (09.03) sobre o papel das esportistas no mundo e principalmente no Brasil. Simultaneamente, ocorreu a Abertura da Reunião sobre o Programa Global “Esporte e Mulher” – Comemoração ao Dia Internacional da Mulher e XV Reunião Nacional da Rede Esporte pela Mudança Social – REMS, no auditório do Ministério do Esporte.

Os principais objetivos são sensibilizar os governos sobre a equidade de gênero no esporte e empoderamento da mulher pelo esporte, com impactos na legislação esportiva, apresentar dos resultados da Lei dos EUA que permite a equidade de gênero, com o intuito de ampliar a inclusão esportiva no país, discutir a política nacional do esporte com representantes de Organizações Não-Governamentais (ONG’s) para ampliar o leque de cooperação entre esse setor e o poder público, para ampliar a democratização do acesso ao esporte pela população brasileira.

Durante a reunião, o ministro do Esporte George Hilton expôs a primeira conversa que teve com a presidenta Dilma Roussef, assim que assumiu a pasta. “No primeiro contato com a presidente, pedi três coisas: criação de um Sistema Nacional de Esporte. E ela disse “vamos aprovar isso logo, trabalhe para isso”; o segundo pedido foi a prorrogação da Lei de Incentivo ao Esporte e ela me disse: “essa é sua agenda no ministério do Esporte, vamos prorrogar com certeza; a terceira foi a criação de um fundo para que a gente possa a partir do Sistema, ter recursos para investir mais no esporte. Não é fácil. Todos sabem como está a economia, mas com essa união podemos chegar lá”, discursou, sendo aplaudido de pé.

O ministro também falou sobre a importância da união do Estado, com sociedade civil, privada para que o objetivo seja alcançado. “As grandes potências do esporte já têm há muito tempo essa parceria com empresas, indústrias e isso nós precisaremos. Minha principal meta é deixar um legado imaterial, que se trata da democratização do acesso ao esporte pela população brasileira”, enfatizou Hilton.

Busca da igualdade entre os sexos

(Ivo Lima/ME)

Coordenadora de Direitos do Trabalho das Mulheres da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Beatriz Gregory falou sobre a importância da palestra nas mais diversas esferas. “Nós mulheres já avançamos, mas ainda temos que evoluir muito para ficarmos em igualdade com o homem. A maior parte dos investimentos no esporte é para os homens. A diferença salarial é muito grande, o espaço na mídia é mínimo para as mulheres. A mídia não reflete a importância das mulheres para o esporte. Não dão visibilidade às conquistas das mulheres do esporte”, explicitou.

A secretária de Esportes, Leila Barros, também falou sobre o encontro e a situação das mulheres no esporte. “A iniciativa do Ministério do Esporte foi incrível. A mulher luta por essa equidade. A gente sabe que está no caminho, mas ainda estamos longe de conseguir esses direitos iguais. O esporte feminino está indo bem em resultados, mas a gente vê a disparidade de estrutura e salário em algumas modalidades. Um exemplo clássico disso está na comparação entre o futebol feminino e o futebol masculino. Na minha modalidade que foi o voleibol, a gente conquistou um respeito e uma equiparação, mas é porque foi uma geração desbravadora, mas há muito o a melhorar”.

George Hilton também falou sobre a igualdade o Dia das Mulheres. “Essa data é importante não para homenagear a mulher. Isso deve ser feito corriqueiramente. É importante para fazermos reflexões da atuação da mulher na sociedade civil, na vida pública e também a valorização do trabalho feminino. Nós temos hoje uma discussão no mundo para diminuir essa diferença gritante entre homens e mulheres na nossa nação. Mas juntos podemos estreitar essa diferença”, disse o ministro.

Apoio dos Estados Unidos

Duas grandes estudiosas sobre programas norte-americanos, Sarah Hiller e Ashleigh Huffman, mostraram a importância da educação e do esporte em suas vidas e se colocaram à disposição para ajudar na construção do Sistema Nacional do Esporte.

“Não viemos aqui a passeio. Estamos prontas para colaborar, mostrando o desenvolvimento do esporte no nosso país. Não só com atletas de alto rendimento, mas como ajuda na educação”, disse Huffman, uma das coordenadoras de programas voltados para a inclusão social e educação, por meio do esporte. “O Brasil está no centro do planeta quando se fala de esporte desde a Copa do Mundo (2014), então creio que seja a hora de contribuirmos para que o país avance nesse sentido e isso vem bem a calhar com o que estamos ouvindo aqui hoje”, completou.

Sara Hillher, também coordenadora da Universidade de programas da Universidade de Tennessee, contou um pouco da sua história de vida acadêmica, mostrando como esporte e educação precisam caminhar juntos. “Quando fui para a Universidade, meus pais não teriam condições de pagar para eu estudar, então comecei a praticar o basquete para poder ganhar bolsa. Fui bastante disciplinada, não queria me tornar profissional, mas estudar e uma coisa dependia da outra. Pode parecer à toa, mas essa é uma característica fundamental para o desenvolvimento de um país”, ressaltou.

Petronilo Oliveira
Ascom – Ministério do Esporte
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Fonte: http://www.esporte.gov.br/index.php/fique-por-dentro/67-lista-fique-por-dentro/50015-sistema-nacional-de-esporte-diferenca-entre-mulheres-e-homens-e-palestra-sobre-o-panorama-norte-americano-marcam-debate

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