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Mulheres no Esporte

8 de agosto de 2017

Há alguns dias, jogadoras de basquete amador foram hostilizadas, assediadas e ameaçadas pelo simples fato de quererem dividir o espaço público: uma quadra na Praça Rotary, no centro de São Paulo. É mais uma das numerosas provas que a presença das mulheres é sistematicamente negada nos esportes.

Em resposta à ofensa, o time das basqueteiras organizou um encontrão entre grupos de esportes femininos para que ocupassem o campo. O evento  reuniu dezenas de mulheres que só queriam jogar. O encontro chegou aos ouvidos, inclusive, de Magic Paula, uma das maiores jogadoras de basquete do Brasil e membro da #REMS. No fim da noite, a sensação foi de conquista! Mas como conquistar espaços públicos? 

Magic Paula (de faixa azul na cabeça) apoiou o 'Magic Minas'.

Magic Paula (de faixa azul na cabeça) apoiou o ‘Magic Minas’.

No ano passado, o Ministério dos Esportes apresentou os resultados de uma pesquisa sobre a relação dos brasileiros com a atividade física que colocou em números uma realidade assustadora: estamos cada vez mais afastados do movimento. Quase metade da população não pratica nenhuma atividade física, sendo 50,4% das mulheres sedentárias contra 41,2% dos homens.

Apesar de se tratar de um problema que afeta a todos, as mulheres são impactadas de formas diferentes que os homens. A mulher é maioria quando o assunto é atividade física, é verdade. Caminhada, musculação, ginástica, alongamento… o mundo do emagrecimento e do bem estar é o foco. Mas o mundo do desafio e da competição, não. A mesma pesquisa aponta que 35,9% dos homens afirmam praticar esportes coletivos, contra 15,6% das mulheres.

A prática está configurada de um jeito que a muitas mulheres resta uma relação mais solitária e às vezes limitada com o movimento, feito por obrigação, de forma mecânica e sem intenção, com um objetivo funcional que é o corpo ideal que nunca chega. O lúdico, o gregário, o desafio, a diversão ficam de fora. Mas porque esta relação se estabelece? São muitos os fatores.

O preconceito é um deles, já que o mundo dos esportes é muitas vezes considerado dos homens e, as mulheres que querem participar, podem ser vistas como masculinizadas. Quase 25% das mulheres afirmam que já foram vítimas de preconceito. Uma em cada quatro. E esse número fica ainda mais alto nas periferias (29%). Uma em cada 3 mulheres de baixa renda são vítimas de preconceito por quererem praticar esportes. Além disso, medo da violência nas ruas, medo do julgamento dos outros e medo de passar vergonha aparecem como empecilhos para a prática do esporte. (meninas, cuidado com as generalizações!)

Acesse este link para ter acesso a pesquisa.

Fonte: Olga Esporte Clube

 

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