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Debates e projetos de sucesso marcam IV Semana Internacional do Esporte Pela Mudança Social

12 de janeiro de 2017

Promovido pela REMS, evento aconteceu de 30/11 a 2/12/2016 e contou com nomes de peso no tema esporte e desenvolvimento humano

FOTOS REMS-108

Logo em seu primeiro dia, em 30/11, a IV Semana Internacional do Esporte Pela Mudança Social disse a que veio: debates e reflexões sobre a prática de atividades físicas no Brasil. A discussão de temas fundamentais ligados ao esporte e ao desenvolvimento humano se estendeu pelos outros dois dias, no Museu de Arte do Rio (MAR). A IV SIEMS também contou com oficinas práticas, realizadas na Escola Vicente Licínio Cardoso. O evento foi promovido pela Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Cooperação Alemã, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

O primeiro dia de encontros teve como destaque a participação do próprio PNUD, que, representado por Andréa Bolzon e Fernando Jaime González, apresentou dados da prática de atividade física por parte dos brasileiros; informações que estarão presentes no Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional sobre Atividades Físicas e Esportivas. Segundo eles, apenas 30,5% da população brasileira adulta afirma praticar atividade física pelo menos uma vez por semana. Os números também apresentam uma diferença entre a participação de homens e mulheres nesse quesito: 35,2% deles, contra 27,6% delas. A proposta do documento é avaliar a prática de atividade física como um direito e gerar insumos para políticas na área.

A diferença nas relações dos gêneros com o esporte voltou à tona no segundo dia do evento. Comandado por Maíra Liguori, diretora da Think Olga, e com um time incrível de mulheres, o segundo painel do dia – “Mulheres e meninas no esporte” – se propôs a discutir a diferença nas relações dos gêneros com a prática esportiva. “Já presenciei exemplos de limitações impostas a meninas, no que diz respeito à prática de determinado esporte, por conta de preconceito. Na minha família nunca sofri isso, sempre tive apoio dos meus pais, e, por isso, cheguei aonde cheguei”, comentou Magic Paula, fundadora do Instituto Passe de Mágica, ao lado de Viviana Santiago, Gerente Técnica de Gênero da PLAN, e Helena Altmann, Professora Doutora da UNICAMP.

No mesmo dia, à tarde, o painel “Esporte pela paz” trouxe à tona o tema dos refugiados, na palavra de Dima Alardah, líder do time da juventude no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia: “Oferecemos oportunidades à juventude síria de obter educação e apoiamos os jovens a participarem ativamente no seu meio. Hoje, existem cerca de 150 mil sírios entre os 15 e 26 anos na Jordânia, enfrentando desafios como o acesso limitado à educação e poucas oportunidades de emprego” afirmou Dima. Segundo ela, dos mais de 650 mil refugiados sírios pelo mundo, 21,5% estão em campos como o de Zaatari, que hoje tem quase 80 mil deles.

O terceiro e último dia de evento culminou com o debate sobre o sedentarismo e a promoção de soluções urbanas para esse problema. O painel “Movimento em Toda Parte” foi, então, o destaque nesse debate. Juliana Soares, oficial de projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), falou sobre o Projeto Escolas e Cidades Ativas. “O sedentarismo é um mal das sociedades modernas, responsável por grandes gastos com saúde por parte dos governos. É na infância que conseguimos quebrar esse ciclo sedentário e estimular a prática de atividade física. Criar experiências positivas nessa fase da vida é fundamental”, disse, afirmando que a prática de 60 minutos diários de atividade física, em média, é o ideal para as crianças.

Coordenador de Projetos do Cidade Ativa, Ramiro Levy falou sobre o trabalho com enfoque em projetos de mobilidade e espaços livres públicos. “É importante repensar o que chamamos de Rede de Mobilidade Aberta, como escadarias, vias públicas etc. Precisamos estimular as pessoas a serem mais ativas, a realizarem deslocamentos ativos, e a cidade, com seus diferentes espaços, pode contribuir para isso”, avaliou Ramiro, defendendo três frentes principais de atuação: projetos, pesquisas e campanhas. Ramiro chamou a atenção para o fato de que apenas 30% dos deslocamentos são feitos de carro em São Paulo, mas a cidade tem 70% de seus espaços dedicados aos automóveis.

Prêmio Mais Movimento

Durante a IV SIEMS também foi realizada, pelo PNUD, a entrega do Prêmio Mais Movimento.,A proposta é conscientizar a sociedade sobre a importância da prática de atividade física. Erê Lab, Geração Movimento e Promoção da Atividade Física em UBS foram as iniciativas premiadas.

Programação vista nos três dias de SIEMS:

 

9h30 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Credenciamento dos participantes da oficina Treino Social

 

10h00 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Apresentação do Treino Social (parte 1)

 

10h30 – Escola Vicente Cardoso – Rua Edgard Gordilho, 74

Oficina prática (parte 2)

 

11h30 – Escola Vicente Cardoso – Rua Edgard Gordilho, 74

Mesa redonda com os participantes (parte 3)

Daiany França Saldanha, Consultora da GIZ;

Sascha Bauer, Assessor Técnico de futebol para o desenvolvimento da GIZ;

Rodrigo Jander, Coordenador do Instituto Bola Pra Frente; Mediadora:

Renata Siqueira, Gerente de Suporte à Gestão do Bola Pra Frente.

 

14h00 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Painel: Movimento em toda parte

Juliana Soares, Oficial de projetos do PNUD; Ramiro Levy, Coordenador de Projetos do Cidade Ativa; Mônica Zagallo, Coordenadora da Área de Disseminação da Gol de Letra; Mediador: Reinaldo Pacheco, Professor Doutor da EACHUSP.

 

15h30 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Síntese do dia e do evento

 

16h00 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Cerimônia: Prêmio Mais Movimento

 

18h00 – MAR – Praça Mauá, 5 – Centro

Encerramento

 

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